Confiança das famílias de BH registra terceira alta consecutiva
Com quase 48% da população totalmente imunizada, a confiança das famílias de Belo Horizonte avança pelo terceiro mês seguido, motivada pela retomada das atividades econômicas.
www.fecomerciomg.org.br. Adicionado em 26/9/2021

Com quase 48% da população totalmente imunizada, a confiança das famílias de Belo Horizonte avança pelo terceiro mês seguido, motivada pela retomada das atividades econômicas. É o que aponta a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) da capital, que expandiu 5 pontos percentuais (p.p.), alcançando 72,2 pontos em setembro, contra 67,2 em agosto. Em relação ao mesmo período de 2020, o avanço chega a 6,7 pontos, quando o índice marcou 65,5 pontos.

Elaborada mensalmente pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a ICF é um indicador capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem, mês a mês, sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família. Entre esses fatores estão a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego.

O analista de pesquisa da Fecomércio MG, Devid Lima, destaca que, apesar da terceira alta do indicador, o índice permanece no nível de insatisfação, ficando abaixo dos 100 pontos, fronteira que sinaliza o otimismo do consumidor. “Ainda é preciso ter cautela e planejar bem os gastos. O consumidor deve organizar suas contas e ficar atento para não perder o controle da renda, principalmente devido à alta da inflação, que impacta no poder de compra das famílias.”

O crescimento do indicador foi influenciado pela melhora de todos os itens: perspectiva profissional (de 94,8 em agosto para 102,8 em setembro); emprego atual (de 95,1 para 98,9); renda atual (de 77,9 para 82,1); perspectiva de consumo (de 67,3 para 74,3); acesso ao crédito (de 68,2 para 73,4); nível de consumo (43,6 para 48,1); e consumo de bens duráveis (23,3 a 26,1).

Apesar da expansão da confiança das famílias, a pesquisa aponta que 64,3% dos entrevistados estão comprando menos em comparação ao ano passado. “Esse movimento pode ser um reflexo do achatamento da renda, do desemprego e dos problemas para adquirir crédito. Não por acaso, 48,9% das famílias acreditam que está mais difícil ter acesso ao crédito,” pontua o analista.

Para elaborar a pesquisa de setembro, mil famílias residentes em Belo Horizonte foram entrevistadas nos últimos dez dias de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%.

Fonte: www.fecomerciomg.org.br

 

Diretoria triênio 2019/2021
Por: Christian Henrique
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